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Apologética é uma disciplina que tem por objeto a defesa, é a ciência que procura apresentar as provas e fundamentos das coisas ou de determinado sistema de crenças. O termo vem do substantivo grego apologia, literalmente "defesa", cuja ideia é "defender, responder, dar a razão de, justificar, persuadir", trata-se de um discurso de defesa, tanto de pessoas como de coisas.
O assunto, em nosso estudo diz respeito à defesa da fé cristã, pois a Bíblia exorta a todos "a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3).



I. OS APÓSTOLOS E A APOLOGÉTICA

A Apologética Cristã é muito ampla e não trata apenas de refutar as crenças inadequadas de grupos religiosos heterodoxos. Inclui também qualquer sistema político ou filosófico contrário aos princípios bíblicos.

1. Deus e a Bíblia.
Os pontos que sofreram maiores ataques na história do cristianismo foram a existência de Deus e a autoridade da Bíblia, e isso envolve religião, política e filosofia. No tocante à questão religiosa, as Escrituras Sagradas mostram a necessidade de uma defesa contra as heresias internas, dos que estão em nosso meio e ensinam outra doutrina (1 Tm 1.3).
Uma das funções da Apologética é "admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes  (Tt 1.9). Porém, a Palavra de Deus enfatiza, ainda, a defesa diante das heresias externas: "Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós", 1 Pe 3.15. O termo "responder", na expressão "preparados para responder com mansidão", no texto grego, é apologia. Uma tradução mais precisa seria "preparados para [uma] defesa", como aparece na Versão Espanhola de Reina Valera e na Versão Inglesa The Amplified Bible.

2. A cosmovisão crista.
De acordo como Romanos 1.16-32, qualquer cosmovisão destoante do pensamento cristão sobre Deus, o mundo e o ser humano é tido como heresia. A doutrina de Deus é uma mensagem alternativa, é questão de vida ou morte (Jo 17.3). A Bíblia é clara no ensino de que quem serve um Jesus errado está adorando um deus estranho e o seu fim será um "céu" equivocado (2Co 11. 4 e Gl 1.8. 9). Da mesma maneira que os grupos religiosos heterodoxos apresentam um sistema teológico inadequado nas heresias externas, há os que, no seio da igreja, promovem aberrações doutrinárias e, também, heresias. Por isso, a Apologética Cristã precisa igualmente combater grupos inovadores que propagam a Confissão Positiva, o G - 12, a Regressão Psicológica, a Batalha Espiritual, a Maldição de Família, o unicismo.

II. OS PAIS DA IGREJA E A APOLOGÉTICA

A fé cristã é racional e pode ser explicada de forma metódica e sistemática. A construção do pensamento teológico cristão, conforme registros históricos, valeu-se de quatro elementos: as Escrituras Sagradas, a fonte primária; a hermenêutica, pois os dados da revelação precisam ser interpretados, é necessário entender o significado de cada passagem bíblica; a tradição, porque muitas vezes precisamos saber como os pontos doutrinários eram aceitos em cada período da história do cristianismo; e, finalmente, a filosofia, responsável pela organização sistemática e lógica.

1. Os primeiros apologistas cristãos.
Desde muito cedo na história da igreja cristã, muitos opositores se dispuseram a atacar o cristianismo, dentre esses inimigos estavam críticos e eruditos pagãos, e geralmente sob os auspícios de Roma, sob a égide do imperador. A apologética era parte do ministério apóstolos (Fp 1.16 e 1 Pe 3.15), mas foram os pais apostólicos do segundo século que foram chamados de apologistas.
O primeiro deles foi Quadrato, discípulo dos apóstolos, que por volta do ano 124 d.C escreveu uma defesa ao imperador Adriano, dela sobreviveu apenas um fragmento. O principal apologista daquele século foi Justino, o Mártir. São vários eruditos cristãos que se encarregaram dessa tarefa de defender a nova religião, responder e explicar os fundamentos da fé crista e persuadir, os críticos e as autoridades civis de que o cristianismo é a única filosofia segura e útil "e resultado último a que a razão deve chegar".

2. O papel da apologética na teologia cristã.
Com os apologistas, começou a atividade filosófica cristã. Eles apresentaram uma defesa com argumentos e fundamentação bíblica, respondendo às objeções contra a fé cristã. Com eles começou a florescer uma teologia cristã mais elaborada, visto que o cristianismo teve que se expressar em forma de resposta a certas acusações particulares. Os apologistas foram os que se entregaram a essa tarefa sistematicamente. Não seria possível essa construção do pensamento teológico pelo simples diálogo, nisso os apologistas demonstraram a existência da verdade tanto aos pagãos como aos próprios cristãos. Devemos a eles, portanto, o início da construção do pensamento teológico cristão.



III. COMBATENDO AS HERESIAS EXTERNAS E INTERNAS

Quando combatemos as heresias externas, estamos também evangelizando, além de defender o rebanho de lobos cruéis (At 20.29).
Os adeptos das seitas estão no contexto de Marcos 16.15, são criaturas que precisam conhecer a Jesus. Talvez alguns deles nunca tiveram a oportunidade de ouvir a verdade da Palavra de Deus. Essas vítimas estão incluídas nos grupos ainda não alcançados. Quando esse combate diz respeito aos ventos de doutrinas e às inovações internas, estamos também cooperando para a edificação do Corpo de Cristo pela Palavra (Ef 4.11-15).

1. As heresias externas.
São as doutrinas inadequadas à fé cristã que foram combatidas pelos apóstolos, pela patrística e pelos reformadores do século 16, mas que ainda hoje é ensinada pelas facções religiosas heterodoxas. Muitas entre elas consideram-se cristãs, como as testemunhas de jeová, os mórmons, os Meninos de Deus (também conhecido por A Família), Igreja da Unificação (Rev. Moon) etc. Porém, seu credo doutrinário destoa da ortodoxia cristã, do parâmetro estabelecido na cosmovisão apresentada pelo apóstolo Paulo em Romanos 1.16-32, por isso são considerados como movimentos pseudocristãos.

Há outros grupos religiosos, que afirmam ostentar a bandeira do cristianismo, todavia não passam de confissões religiosas ocultistas, como os espíritas kardecistas, a Legião da Boa Vontade e a Ciência Cristã. Estão no grupo ocultista como Santo Daime, Racionalismo Cristão, Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional e Nova Era. Os movimentos secretos são a Maçonaria, a Ordem Rosacruz e o Teosofia; as religiões orientais mais conhecidas são: Arte Mahi-kari, Hare Krishna, Seicho-no-iê e Igreja Messiânica Mundial.

2. As heresias internas.
Elas vão desde as aberrações doutrinárias aos movimentos unicistas, como Igreja Local de Witness Lee, Voz da Verdade (do conjunto musical de mesmo nome), Tabernáculo da Fé, Só Jesus etc, que, às vezes, conseguem se infiltrar em nosso meio. As inovações aberrantes são nocivas à fé cristã e levam muitos ao desvio e à arrogância espiritual.

Já aconteceu de os crentes ficarem indefesos, causando divisão na igreja. Isso não acorre com as heresias externas, pois seus promotores estão lá fora e não têm acesso aos nossos púlpitos. A avalanche das aberrações doutrinárias, provenientes das liturgias bizarras do neopentecostalismo, quando adotadas por nossos líderes, têm levado parte da igreja local ao desvio e estão a um passo de tornarem-se seitas, pois foi assim que elas começaram.

A Apologética Cristã é a defesa da fé cristã diante dos ataques dos ateus e críticos, da pretensa ciência, pois a verdadeira Ciência não contradiz a Bíblia, o mesmo diga-se da História, da Filosofia, da Ética, das outras religiões e teologias. Ela apresenta a resposta a todo sistema anticristão. Os apóstolos responderam aos opositores da fé cristã e lançaram a base da teologia crista, e os Pais da Igreja interpretaram os escritos apostólicos, refutando as críticas. Nessa resposta aos incrédulos, organizaram o pensamento cristão defendido ainda hoje. Devemos continuar com a tarefa de "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3), para manter os cristãos "na doutrina dos apóstolos" (At 2.42). Isso é responsabilidade da igreja atual.

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz, Julho de 2008, CPAD
Artigo: Esequias Soares
Reverberação: Escola Bíblica ECB
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