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humanidade está dividida em três grupos que abrangem toda a humanidade.
Esses grupos são (Rm 1.16; 1Co 10.32):
1) Judeus
2) Gentios – As nações em geral (chamadas também de gregos, Rm 1.16)
3) Igreja de Deus.
“ Portanto, não sejam motivo de tropeço para ninguém, quer sejam eles judeusgentios ou igreja de Deus (1Co 10.32 – Bíblia Viva)”.

 
1. O Vocábulo.
Quanto ao vocábulo “gentio” precisamos examinar tanto o original hebraico quanto o original grego:

a. No hebraicogoyim, que significa “nações” ou “estrangeiros”, em contraste com Israel. Essa palavra quase sempre aparece no plural no Antigo Testamento. Ver Gên. 10:5; Juí. 4:3; Isa. 11:10; 42:1,6; 49:6,22; 54:3; 61:6; Jer. 4:7; 4:22; Lam. 2:9; Eze. 4:13; Osé. 8:8; Miq. 5:8 etc.
b. No grego, ethnos, termo genérico que indica «nação», mas incluindo a nação de Israel. Ver Mat. 24:7; Atos 2:5 (e também Isa. 7:5 e 23:2).
Paulo contrasta judeus e gentios em Rom. 2:9,10. Mas ali usa o termo grego ellen a fim de indicar qualquer pessoa que não fosse judia, mas que falasse o grego. Ver também João 7:35 e Rom. 3:9 quanto a esse uso do termo. Tal uso explica-se porque, nos dias do Novo Testamento, o grego tornara-se a língua universal, e quem falasse o grego nem sempre era de sangue grego.
2. Os Pactos e o Caráter Impar de Israel.
Deus tem estabelecido com a humanidade vários pactos. Aquele que foi estabelecido com a nação de Israel, na península do Sinai, distinguiu essa nação de todas as outras nações (Gên. 12:2; 18:18; 22:18; 26:4). E todas as demais nações passaram a ser os “gentios”.
Essa é a característica que fez de Israel uma nação sem igual no mundo (Deu. 26:5; Êxo. 19:6). Essa singularidade sempre teve efeitos sobre o relacionamento entre Israel e todas as demais nações (Êxo. 24:10; Lev. 18:24,25; Deu. 15:6).

3. As Poluções das Nações.
Grosseira idolatria e imoralidade caracterizavam as nações gentílicas, más qualidades essas que, constantemente, ameaçavam o caráter ímpar de Israel (I Reis 14:24), e que acabaram resultando em juízo contra o povo de Israel (II Reis 17:7 ss). Entre esses juízos, os cativeiros assírio e babilónico foram os exemplos supremos. A luta contra a polução moral e as constantes denúncias dos profetas de Israel contra as nações, fizeram com que o termo gentio assumisse um tom pejorativo. Um judeu estigmatizava um seu compatriota chamando-o de gentio ou de cobrador de impostos. Ver Mat. 18:71. Esse sentimento era tão profundo e forte que Tácito foi levado a observer que os judeus «consideravam o resto da humanidade com todo o ódio que se vote a inimigos» (Nist. 5:5). Um judeu piedoso nunca entrava na casa de um gentio, com receio do ficar contaminado e assim ficar cerimonialmente impuro. Ademais, sempre que possível, quando estava viajando, evitava áreas e cidades dos gentios, pelo mesmo motivo.

4. Os Gentios e a Espiritualidade.
Desde o começo mesmo de Israel como nação, por meio de Abraão, Deus estendeu o seu favor aos povos gentílicos. O próprio pacto abraâmico previa que os gentios seriam abençoados, juntamente com a nação de Israel (Gên. 22:18). Nele (Abraão) todas as nações seriam abençoadas. Nisso é que podemos ver a razão do caráter ímpar de Israel: essa nação seria o mestre e o guia espiritual das nações. Isso nada tinha a ver com a ideia de se orgulharem os israelitas e desprezarem as demais nações. A superioridade da nação de Israel só existia para que os israelitas fossem os mediadores da mensagem e das bênçãos de Deus às nações (ver Isa. 61:6).

Em outras palavras, Israel deveria ser uma nação missionária entre as demais nações, e o mundo deveria ser o seu campo missionário. Porém, por haverem rejeitado o seu próprio Messias, os filhos de Israel foram temporariamente cortados, e a missão deles foi interrompida pela era do reino.
Ver Rom. 11:11-35. Política e nacionalmente, Israel agora precisa ser pisada pelos gentios até que o relógio de Deus traga-os de volta à sua posição original de mestres (ver Luc. 21:24). Entretanto, chegará o tempo em que todo o povo de Israel será salvo, não havendo como aplicar isso somente ao remanescente do período da Grande Tribulação. Ver Rom. 11:25-27.
 
5. A Missão da Igreja entre os Gentios: a Igreja Gentílica.
Não foi fácil aos crentes judeus aprenderem que a Nova Fé tinha, como sua prioridade máxima, a evangelização das nações, embora isso seja uma clara provisão da Grande Comissão (ver Mat. 28:19,20).
Pedro, embora apóstolo, precisou receber uma visão especial a fim de poder emendar devidamente esse ponto (ver Atos 10:9 ss). Um apóstolo especial, encarregado dos gentios, foi nomeado. Paulo, o qual trabalhou mais abundantemente do que todos os aemais, assim garantindo o sucesso de sua missão (ver Gál. 2:9 e I Cor. 15:10). O amor de Deus visa a todos os homens (João 3:16) e a expiação de Cristo tem efeitos absolutamente universais (ver I João. 2:2).
Quanto à missão da Igreja entre os gentios, ver textos como Atos 9:15; 10:45; 11:1,18; 13:42; 15.3,7,12,14; 18:6; 22:21; 26:17,20; 28:28; Rom. 1:13; Gál. 2:2; Col. 1:27.

O termo cristianismo gentílico salienta o fato de que, quase desde os seus primórdios, a Igreja cristã primitiva contava com mais membros gentílicos do que com membros judeus. Então teve início a evangelização do mundo, e uma noiva gentílica (a Igreja), tem sido chamada pare pertencer a Cristo (Efé. 5:27 ssj. De acordo com o trecho de Atos 11:20, elementos não-judeus foram admitidos, em primeiro lugar, pela igreja cristã de Antioquia. Israel foi apenas o começo. Dentro do período de atuação de Paulo, todos os principais lugares do mundo então conhecido haviam sido evangelizados (ver Col. 1:6).

6. Os Gentios e as Promessas do Reino.
De acordo com as profecias bíblicas relativas ao Reino, o Messias tornar-se-á a luz dos povos gentílicos (Isa. 42:6), a salvação haverá de ampliar-se até os confins da terra (Isa. 49:6), os gentios haverão de buscar ao Senhor (Isa. 11:10); a terra encher-se-á do conhecimento do Senhor, assim como as águas cobrem o leito do mar (Isa. 11:9).
 
7. Os Gentios e a Restauração.
O propósito restaurador de Deus ampliar-se-á para muito além do período do reino, período esse que opera como uma espécie de preparação para as eras eternas.

O mistério da vontade de Deus (ver Efé. 1:9, 10) haverá de produzir uma restauração universal, que atingirá todas as almas humanas de todos os tempos. Contudo, antecipo que isso atuará em dois níveis: a redenção, que alcançará apenas a minoria dos eleitos, levando-os à participação na natureza divina (ver II Ped. 1:4; Col. 2:10; II Cor. 3:18); e a restauração, que envolverá uma realização secundária, embora também gloriosa, da missão de Cristo. Ver o artigo separado sobre a Restauração, quanto a detalhes completos sobre essa doutrina.
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