FECHAR
CURSOS BÍBLICOS PARA VOCÊ:
1) Curso de Formação de Missionários Clique Aqui
2) Curso de Qualificação MinisterialClique Aqui
3) Curso Básico em Teologia - Clique Aqui
4) Curso de Secretariado para Igrejas Clique Aqui
5) Capacitação de Professores da Escola Dominical Clique Aqui
6) Curso Avançado de Escatologia Bíblica - Clique Aqui

ESTUDE A BÍBLIA À DISTÂNCIA
CLIQUE AQUI
 


Tudo aquilo que abarca investimento sem retorno garantido, descomprometido com a ética e a moral resulta em sérios prejuízos na família. A expressão “jogos de azar”, para os efeitos penais, é definida como sendo o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte.

Consideram-se jogos de azar:
a) o jogo dependente de sorte;
b) apostas em qualquer outra competição. O décimo mandamento do
Decálogo condena a cobiça, que é a raiz de todos os jogos de azar (Êx 20.17).

1. A Ilusão do Ganho Fácil

A sedução dos jogos de azar ocorre pela esperança de se obter lucro instantâneo. As pessoas são atraídas pela ilusão de ganhar dinheiro rápido e fácil sem o esforço do trabalho. Jogam na expectativa de tirar a sorte grande e assim resolver problemas financeiros. Ciente dessa realidade, o Estado brasileiro é extremamente ambicioso na exploração da jogatina. Somente de loterias legalizadas são nove modalidades: mega-sena, loto mania, dupla sena, loto fácil, quina, instantânea, loteria federal, loteca e lotogol. E ainda existem as casas de bingo, os jogos eletrônicos e também os jogos ilegais como os caça-níqueis e o jogo do bicho, entre outros. O governo e os contraventores lucram e lucram muito. Mas os jogadores tornam-se compulsivos, endividam-se, arruínam a família e a própria vida. Depositar a esperança na sorte é pecado e implica não confiar na providência divina (Jr 17.5-7).

O erro de confiar nas riquezas

No capítulo 6 do Evangelho de Mateus, no Sermão do Monte, Cristo tratou, entre outros assuntos, acerca da oração e da ansiedade. Discorreu sobre a tendência humana de acumular tesouros na terra (Mt 6.19,20). Cristo alertou que as riquezas não são permanentes e podem rapidamente desaparecer. As possessões terrenas podem ser destruídas por três maneiras: a traça, a ferrugem e os ladrões. Portanto, aqueles que depositam sua fé e esperança nos bens materiais estão sujeitos a sofrer decepções e dores profundas, pois “o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males” (1 Tm 6.10). Para livrar o cristão do sofrimento de tais males, o Senhor nos orienta a ajuntar tesouros nos céus, com a seguinte observação: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).
O Senhor não condenou o acúmulo de dinheiro quando usado para fins de sobrevivência e conforto necessários ao homem e sua família. A reprimenda de Jesus se refere à confiança irrestrita nas riquezas que arrebata os pensamentos, os esforços e as energias na busca dos bens terrenos. Sob esse aspecto, o cristão deve depositar sua esperança na providência divina, e não na busca desenfreada e irresponsável de dinheiro fácil por meio dos jogos de azar. Atitude diferente dessa implica não confiar na provisão divina, que nos alerta a não andar inquietos quanto ao que comeremos, beberemos ou com que nos vestiremos porque “decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas” (Mt 6.31,32).

2. Os Males dos Jogos na Família
Os jogos de azar causam destruições irreparáveis no ambiente familiar. O jogo vicia e escraviza a ponto de migrar todos os recursos de uma família para o pagamento de dívidas contraídas pelo jogador. Nos jogos de azar, o benefício de um depende completamente do prejuízo do outro e normalmente são as pessoas de baixa renda que sustentam a jogatina. Esses jogos fomentam a preguiça, a corrupção, a marginalidade, a agiotagem, a violência e a criminalidade. Os jogadores compulsivos descem ao nível mais baixo para continuar alimentando o vício da jogatina. Em muitos casos tais jogadores perdem seus empregos, o respeito de seus amigos e até o amor de suas famílias. As Escrituras nos advertem a zelar pela família (1 Tm 3.4,5) e não cair em armadilhas, pois “um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

Jogos de Azar: uma contravenção penal

O ordenamento jurídico brasileiro classifica os delitos em duas naturezas: crimes ou contravenções penais. A primeira é tida como um delito de maior potencial (delitos contra a vida, a liberdade, etc.); já as contravenções penais são aquelas tidas como de menor potencial (delitos contra a paz pública, a incolumidade pública e outros). Os jogos de azar são classificados como contravenções penais (Art. 50, Decreto-Lei n° 3.688/1941), ou seja, quem joga, presencialmente ou online, ou ainda administra tal serviço está sujeito às penalidades legais.
Existem dois projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional que visam à legalização desses jogos: o projeto de lei n° 442/1991 (Câmara dos Deputados), que reúne 14 propostas sobre legalização de cassinos, bingos, caça-níqueis, jogo do bicho e jogos online; e o projeto de lei n° 186/2016 (Senado Federal), que deseja legalizar o funcionamento de cassinos, bingos, jogo do bicho e jogos em vídeo. O perigo dessa prática desmedida é diverso, como apresentado nos tópicos anteriores, assim como seria impossível o Estado fiscalizar esses estabelecimentos e, sem dúvida alguma, seria o local “adequado” para o crime organizado lavar seu dinheiro.

Doença comportamental

Todo e qualquer tipo de vício escraviza o ser humano, e com o viciado em jogos não é diferente. Um incontável número de jogadores perdeu tudo o que tinha em apostas variadas; eles não perderam apenas dinheiro, perderam a dignidade, a confiança, o respeito e até a moral. O viciado imagina que pode recuperar o dinheiro perdido e nesse afã aposta valores cada vez mais altos até ficar completamente falido. O viciado é capaz de inventar todo tipo de histórias para conseguir dinheiro e continuar alimentando o seu vício — inclusive cometer crimes. Embora o vício em jogos seja considerado uma doença patológica, a compulsão para jogar não é ocasionada por alguma dependência química; trata-se de uma doença comportamental. A família não pode ficar omissa diante de um quadro de vício patológico. Admitir o problema e procurar a orientação de profissionais especializados é indispensável para o tratamento do vício. Ignorar ou dirimir os fatos só trará constrangimentos, vergonha e muito sofrimento.
Clique e acesse
3. As Consequências para a Saúde

Os jogos de azar, assim como o álcool, o cigarro e as demais drogas, causam dependência química e psíquica. Em 1992, a OMS concluiu que jogar faz mal à saúde e incluiu o jogo compulsivo no Código Internacional de Doenças (CID). Quando em crise de abstinência, o jogador sofre com tremores, náuseas, depressão e graves problemas cardíacos. Cerca de 80% dos viciados em jogos de azar relatam algum tipo de ideação suicida como uma forma de fugir da vergonha moral e de suas dívidas. Tal como os outros viciados, os jogadores compulsivos tendem ao desenvolvimento de doenças psiquiátricas. Maltratar o próprio corpo é insensatez e afronta contra a vida outorgada por Deus (1 Sm 2.6; Ef 5.29,30).

As sequelas da ludopatia

A doença denominada de ludopatia refere-se o jogo compulsivo ou patológico, que leva uma pessoa a não poder resistir ao impulso de jogar mais e mais, provocando graves problemas econômicos, psicológicos e familiares. O autoflagelo, seja psíquico, seja físico, é comumente encontrado em pessoas diagnosticadas com essa patologia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a pessoa com um quadro de ludopatia apresenta pelo menos cinco dos sintomas a seguir: necessidade de aumentar o risco e as apostas; ficar o tempo todo preocupada com o jogo; apresentar irritação e nervosismo se deixar de jogar; usar o jogo para escapar de problemas; mentir para familiares e amigos

para esconder seu real envolvimento com o jogo; tentar se controlar e parar de jogar, e não conseguir; e fazer do jogo uma prioridade que ameaça relacionamentos, oportunidades de trabalho e carreira. E por fim, essa patologia quase sempre está associada a outros vícios igualmente nocivos, tais como alcoolismo, tabagismo e consumo de drogas ilícitas.
Referencia: BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo, 1ª edição de 2018, CPAD.
ReverberaçãoEscola Bíblica ECB

Receba Estudos Bíblicos, Lições Dominical e Novidades! É Grátis. Digite seu E-mail e  clique em Enviar:


Em seguida abra o seu e-mail e clique em nosso link de confirmação.

 
Top